MEMÓRIA

Num artigo actualizado em 2017, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indicou que a Demência estará já presente em cerca de 50 milhões de pessoas por todo o mundo, surgindo 10 milhões de casos novos a cada ano. Não admira que os problemas associados à memória sejam hoje uma das principais preocupações na área da saúde, principalmente quando a própria OMS, estima 82 milhões de casos em 2030 e 1_52 milhões em 2050.

Perante a magnitude destes dados, o que podem os serviços de saúde fazer?

Em primeiro lugar, não existe um verdadeiro tratamento para a Demência, e não podemos hoje reverter o declínio que ocorre ao longo do tempo. Por isso, o diagnóstico precoce é uma das principais medidas de que dispomos, dado que irá permitir a definição de um tratamento adequado, essencialmente médico e psicológico, que levem a retardar o desenvolvimento da doença e a aumentar (ou pelo menos manter) a qualidade de vida do doente e dos seus cuidadores pelo maior tempo possível.

A definição deste diagnóstico é um procedimento complexo. Primeiro porque existem vários tipos de Demência (não apenas o “Alzheimer”), e mesmo dentro de cada tipo de demência, a sintomatologia não é linear. Estudos sugerem que 1 em cada 5 casos não são diagnosticados, sendo que ao mesmo tempo, muitas vezes é realizado um diagnóstico de Demência, quando na verdade, encontramo-nos perante outro problema. Isto porque, não só parece existir uma maior probabilidade de desenvolvimento de Demência em pessoas com história clínica com depressão, ansiedade, diabetes, hipertensão, e outros problemas, como estes mesmos problemas podem afectar a memória de uma forma similar à própria Demência. Por exemplo, a depressão na terceira idade pode causar dificuldades de memória parecidas com as existentes na Demência.

Recomendamos assim, que cada caso seja analisado por especialistas da Medicina, da Neuropsicologia Clínica e da Neurofisiologia, para que se possa diagnosticar com maior precisão cada problema de memória, nomeadamente a sua origem, e escolher o melhor método de intervenção.

Na AKNI, cada um dos métodos de avaliação e intervenção é não só realizado tendo como ponto de partida a formação base e experiência prática de cada dos seus especialistas, como também através dos seus próprios projectos de investigação, e com o constante e muito apoio da ciência desenvolvida a nível internacional.

Acreditamos por isso, que o(a) podemos ajudar nos problemas de memória.